Blog da Roberta Malta

26/01/2011

Às tapas

Fiquei sabendo que São Paulo teria mais um restaurante de cozinha espanhola, no fim do ano passado. Logo depois, encontrei Ligia Karazawa e Raul Jiménez no Mesa Tendências. Ela brasileira, ele madrilenho. Casal de namorados que se conheceu na (sensacional) cozinha do Mugaritz, em San Sebastian. E a dupla que comandaria a nova casa de Marcelo Fernandes (sócio do Kinoshita e da Mercearia do Francês), o Clos de Tapas. 

A conversa foi rápida. O tempo era curto e o entorno fervia. Mesmo assim, me interessei em conhecê-los. E fiquei com vontade de experimentar a comida deles.

O restaurante acaba de abrir e, sim, eu adorei.

                                                                                                                      Foto: Tuca Reinés/ Divulgação

 

Tem bem a cara dessa Espanha moderna. Com tapas mais refinadas, porções individuais e tal.

(Aliás, encontrei o Marcelo no Madrid Fusión* de 2010. Ele e o Murakami, chef do Kinoshita, caneta em punho, anotando todas as novidades. Achei -- ou será que sonhei?-- que os dois abririam algo tipo Dos Palillos, um restaurante de tapas asiáticas sensacional em Barcelona.)

O serviço começa com pão, manteiga com gostinho de coco e conserva de legumes. O menu completo (R$ 185, com oito pratos) segue com massa de pastel com queijo em pomada, foie gras travestido de cenoura, mini batatas num caixote, peixe no vapor com espinhas chips, porquinho de leite à pururuca e mais. Tudo gostoso e com apresentação primorosa. 

Mas o meu prato preferido foi ceviche de robalo. Servido com um caldo de manjericão cheiroso, translúcido, cor de fogo. Delicado, com acidez perfeita, fresco e lindo. Lindo de morrer.


 

A dupla garante: a cor que a sopa adquire vem de uma reação completamente natural, que se produz  quando os pigmentos do repolho roxo (antocianinas) encontram um meio ácido. Aqui, o suco de limão. "É um campo cheio de possibilidades para brincar." Alguém quer testar? 

 

 

 


Robalo em ceviche e sua sopa ao manjericão

 

 

 

Por Ligia Karazawa e Raul Jiménez

Para 4 porções

Ceviche de robalo

200 g de robalo cortado em dados de 1,5 x 1,5 cm

50 g de tomate  “cereja

10 g de broto de repolho roxo  

10 g  de brotos de manjericão genovês

10 g de azeite extravirgem

5 g de cebola roxa laminada

Suco de limão e sal a gosto


1  Marine o robalo em limão, azeite e sal. 2 Higienizar os brotos, seque com cuidado e reserve em geladeira cobertos com papel absorvente. Deixe as lâminas de cebola em banho de água e gelo por uns minutos. 4 Tire a pele do tomate e cortar em quatro pedaços.

Sopa de manjericão

500 g de espinhas e aparas de robalo

250 g de repolho roxo

100 g de cebola branca

100 g de alho-poró

50 g de manjericão genôves

5 g de sal marinho 

0,5 g de goma xantana

1,5 l de água mineral  

100 ml de óleo

1 folha de louro pequena

1 dente de alho


1 Deixe as espinhas e aparas de molho em água e gelo por meia hora. 2 Escorra e doure no horno a 200ºC. 2.Lave as verduras em água corrente e pique. 3 Doure em óleo  e acrescentar a espinha tostada. 4 Cubra de água e cozinhe por 1/2 hora em fogo baixo. 5 Lave e corte o repolho roxo em tirinhas. 6 Junte à misture de peixe e cozinhe por mais 15 minutos.Introduzir no caldo de peixe e cozinhar por mais 15 minutos.

Montagem

 

 

1 Com delicadeza, disponha 9 dados de robalo em cada prato e, sobre cada peça, 3 lâminas de cebola, 2 pedaços de tomate e brotos de repolho e manjericão. 2.Tempere com o suco de limão da marinada. 3 Finalize com flor de sal. 3. Sirva com a sopa de manjericão na mesa.

 

Clos de tapas

 

Rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição, São Paulo, SP, tel. 11 30452154.

 

*O Madrid Fusión desse ano está acontecendo agora. A Letícia está lá e todo dia manda notícias. Acompanhe aqui.

Por Roberta Malta às 23h53

24/01/2011

Pé de quê?

Não é preciso servir champagne no scarpin para ter o mundo e a gastronomia a seus pés. Eu, que sou do tempo da Melissa Coca-Cola (quem se lembra?), adorei essas novidades para cinderelas contemporâneas. Ó que sucesso.


 

Paula Villalonge usa o cacho de uva para desenhar e colorir a rasteirinha. É linda. Deixa o pé elegante, charmoso. Adorei! 

Nunca me equilibriaria nesse salto, mas achei o sapato estilo fruteira da carioca-londrina Charlotte Dellal chiquérrimo. Faz parte da coleção 2011, inspirada em Carmem Miranda.


Masculino, o sapato de banana, de 2010, é quase uma instalação. Obra do israelense Kobi Levi, o mesmo que fez calçados inspirados em sacolas e um tênis com salto que imita chiclete grudado. Genial.


O tênis da Bibi com estampa de bolacha, do Ronaldo Fraga, é o máximo. Chato ter só até o número 32. Moderno que é, tenho certeza que faria sucesso com o público jovem e adulto. O jeito é comprar para as crianças. 

Por Roberta Malta às 14h28

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Sobre o autor

Roberta Malta é jornalista de gastronomia e blogueira por vocação. Escreve nas revistas Prazeres da Mesa, Casa & Comida e algumas outras sempre sobre ingredientes, bebidas, restaurantes. Formou-se em gastronomia, estudou vinhos na ABS- SP, mas está em constante aprendizado e pretende dividir suas descobertas e dúvidas com todos que acessarem seu link.

Sobre o blog

O "Sopa de Letrinhas" é um observador bem humorado da gastronomia, com pitadas do dia-a-dia da autora. Serve também como agregador e mixer de pessoas. Tem um olhar empolgado, emocionado, frio, crítico, curioso sobre comidas, bebidas, novidades, livros, restaurantes ou um pouco de tudo. Divirta-se!

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