Blog da Roberta Malta

06/01/2011

Carreteiro em Minas

Estávamos num ritmo frenético, pleno fechamento, quando recebemos, eu e Totinha (o homem da fotografia), o chamado da chefia. "Amanhã cedo, vocês vão para Minas. De tarde, texto e fotos deverão ser entregues para a arte.” Ordens são ordens.

O destino era o restaurante Janelas com Tramela, em Gonçalves. Os chefs de lá, Fernando e Juliano Basile, gêmeos de 19 anos (cada!), tinham ganhado, com votos de internautas, a  capa da última edição do ano da Prazeres da Mesa. Queríamos saber mais sobre eles.

Totinha me pegou às sete da matina, ainda meio bêbado por conta de uma vertical de champagne que participou na véspera. Mesmo assim, é companhia perfeita para um bate e volta. Biscoito de polvilho em mãos, lá fomos nós conhecer as curvas da estrada de S..., ops, Gonçalves.

Os meninos são demais, a história está nas bancas. E a comida? Comemos os quatro pratos fotografados e, para não perder a viagem, ainda pedi outro para o almoço (!). O escolhido foi um dos meus preferidos, raridade nos cardápios paulistanos: arroz de carreteiro.

A receita é gaúcha, feita geralmente com sobras de churrasco. Faz parte de uma seção do menu que explora as culinárias do Brasil. O máximo!

Não houve tempo para sesta. Pegamos o bonde de volta imediatamente. A conversa no carro foi sobre o quanto vale à pena visitar a cidadezinha em um fim de semana qualquer. Mesmo que só para comer, de novo, a comida dos irmãos Basile. Vá lá.

 

Arroz de Carreteiro

(por Fernando e Juliano Basile)

 2 porções

500 g de arroz cozido  

300 g de charque cozido e desfiado

100 g de cebola cortada em tirinhas

30 g de cheiro verde picado

80 ml azeite  

1 tomate sem pele e sem semente em cubos pequenos

Pimenta biquinho a gosto

 

1 Doure o charque, em uma frigideira, em azeite e cebola. 2 Acrescente o tomate e deixe em fogo médio para que corra umidade. 3 Agregue o arroz, misture bem, acrescente o cheiro verde, a pimenta biquinho e sirva.

Janelas com Tramela

Rua Coronel João Vieira, 65, Centro, Gonçalves, MG, tel. 35 3654-1259; www.janelascomtramela.com.br

Por Roberta Malta às 17h18

03/01/2011

Lá em cima daquela serra ou o Salaminho do Sagarana

Nunca fui menina de bar. Quando era jovem e morava no Rio, eu até ia com as minhas amigas. Tomava mate enquanto elas fumavam cigarros e colecionavam bolachas de chope ou cascos vazios.

Mas outro dia a Martinha voltou do Empório Sagarana dizendo que lá tinha um salaminho sensacional, que eu precisava provar, que isso, que aquilo. Eu já tinha editado uma matéria sobre o bar, estava curiosa. Fui.

As paredes da casa são lotadas de cacarecos antigos e doces, geleias, cachaças que estão à venda. Bem Guimarães Rosa.

Não tinha refrigerante zero, nem água sem gás, nem nada parecido. Ok, ok. Eu é que estava fora de contexto. Decidi ir em frente. Horst já tinha pedido uns petiscos.

 

Queijo canastra com ervas finas, azeite e pimenta rosa (R$ 18)

  

Linguiça de cordeiro acebolada (R$ 25)

 

Delícia tudo. Só faltava o salaminho -- confesso, não imaginava que pudesse ser tão especial quanto a propaganda feita pela minha amiga. Pedi.

 

Salaminho temperado com limão, azeite e ervas finas (R$18)

 

Mais clarinho do que os disponíveis no mercado, ele é realmente diferente. Parece fresco, não sei. Talvez a cura seja curta (ou demorada demais?). Fato é que o embutido entrou definitivamente para a lista das coisas que amo mais que tudo. O Sagarana reabre dia 15 de janeiro, preciso voltar lá. Mesmo sem mate, coca zero, guaraná.

Empório Sagarana

Rua Marco Aurélio, 883, Lapa / Barra Funda, São Paulo, SP, tel. 11 3539-6560

Por Roberta Malta às 17h55

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Sobre o autor

Roberta Malta é jornalista de gastronomia e blogueira por vocação. Escreve nas revistas Prazeres da Mesa, Casa & Comida e algumas outras sempre sobre ingredientes, bebidas, restaurantes. Formou-se em gastronomia, estudou vinhos na ABS- SP, mas está em constante aprendizado e pretende dividir suas descobertas e dúvidas com todos que acessarem seu link.

Sobre o blog

O "Sopa de Letrinhas" é um observador bem humorado da gastronomia, com pitadas do dia-a-dia da autora. Serve também como agregador e mixer de pessoas. Tem um olhar empolgado, emocionado, frio, crítico, curioso sobre comidas, bebidas, novidades, livros, restaurantes ou um pouco de tudo. Divirta-se!

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