Blog da Roberta Malta

15/01/2010

Chocolate da infância

Adoro gente caprichosa. Eu até que sou para algumas (poucas) coisas. Fico especialmente deslumbrada com essas moças que fazem embrulhos em lojas. O papel fica lisinho, impecável, os laços são perfeitos.

Uma vez comprei uma torradeira para o chá de panela de uma amiga e pedi para presente. A vendedora falou: "mas o papel vem escrito Casas Bahia, tem problema"? Adoro essa história. Mas eu ia contar que um dia perguntei para uma moça onde ela tinha feito curso para empacotar bem daquele jeito. Ela disse que entrou para o emprego num Natal e aprendeu em dois dias, com a prática. Desde então eu tenho vontade de oferecer trabalho temporário num mês de dezembro, em uma casa como esta.

A Lena Gasparetto é assim. Fomos jantar no Zena e ela levou sacolinhas de chocolate para os amigos. Tudo lindo: as caixinhas, os celofanes, as fitas.

Entre os deliciosos bombons e trufas, o saquinho preferido: de krisps.

 

 

Eu sou da época do Kri, quem se lembra? Aquele chocolatinho crocante de embalagem vermelha e azul. Hmmm... Não entendo porque pararam de fabricar. A Roberta Sudbrack faz uma releitura incrível e serve com cafezinho de coador (outro hit da minha vida).

Bom, os saudosos, como eu, podem ligar para a Lena e encomendar o doce mais gostoso da infância. Tem que esperar cinco dias, mas vale bem a pena.

Lena Gasparetto

tel. 11 8389-4181

 

Por Roberta Malta às 17h53

13/01/2010

Das lembranças que eu trago na vida...

 

Princesa do vinho 2008, Sandra Boccia, eu, Luiz Patriani, Aguinaldo Záckia Albert e Flávia Silva 

 

Volkach, capital do vinho na Francônia, Alemanha

foto: Ricardo D'Angelo


Por Roberta Malta às 03h10

11/01/2010

Bottagallo - minha aposta do ano

O Bottagallo nem abriu e já é um sucesso.  Aliás, como tudo que a Cia. Tradicional (mesmo grupo do Pirajá, da Braz, do Astor) inventa. Incrível como eles sabem afinar cardápio, ambiente, conceito. Aqui, eles ainda contam com a parceria do Ipe Moraes, da Adega Santiago. Nas rodinhas de gastronomia paulistas não se fala em outra coisa.

O Deco Lima, comandante da cozinha, contou que o nome da casa não quer dizer absolutamente nada. É simplesmente sonoro. Surgiu de uma associação livre de palavras a partir de "O Gato de botas", que cobra direitos autorais milionários. As bottas são as pequenas porções da casa para petiscar e o codinome da Itália, país da bota.

Uma das coqueluches do Bottagallo é a Scarpetta (primeira ideia de nome pro restaurante, já registrado pelo Sérgio Arno). São pontas de pão grelhado que vêm com molhos diversos pra gente fazer aquilo que as mães proíbem: raspar o prato.

Incríveis os que provei.

 

de carne rústica (R$ 18), parecido com uma carne louca

 

 de queijo de cabra (R$ 21)

 

O bolonhesa (R$ 18), que a Marília pediu quando chegou, também tava qualquer coisa de bom.

Depois, virei para o garçom e disse para ele trazer o que quisesse. A esta altura já tinha me entregado a ele e ao vinho da casa, um Montepulciano bem gostoso servido em copo americano (R$ 59 a garrafa).

 

Pedrosa e o vinho com rótulo personalizado

 

Veio pastel de vento para rechear na hora com frios e picles (R$ 29).

 

 

Depois, comi a costelinha de porco na lenha (R$ 19) que vi passando numa bandeja e as melhores batatas rústicas do mundo (R$ 27).

 

Sequinhas, crocantes, com bacon e ovo estalado

 

O Kats tinha dito que o nhoque dourado (R$ 13 a R$ 35, dependendo do tamanho) era obrigatório. E é. Macio por dentro, com uma casquinha perfeita, tomates em cubinhos, ricota e rúcula.

 

 

Ainda roubei umas garfadinhas de polenta com carne moída (R$ 13 a R$ 34) e bisteca à fiorentina (R$ 98) da mesa do André. Demais!

Quando eu já estava me dando por vencida, a Paty falou que a Thaís comeu duas panna cottas (R$ 15) de sobremesa. Pedi a minha.

 

 

"Cre-cremo-cremo-cremogemá", cantei comendo, que nem criança. Tem um gosto diferente das que eu conheço, mas é deliciosa. Pedi a segunda.

Na minha mesa chegaram drinks bonitos e perfumados a noite inteira. Mas não tomei nenhum. Minto, bebi um limoncello (R$ 9,50) feito na casa pelo super hiper mixologista Márcio Silva. O mesmo que criou a carta do SubAstor, que ainda não conheço. Mora oficialmente em Londres, mas está aqui emprestado.

 

E ainda faz aniversário comigo!

 

Sensacional o Bottagallo. Um lugar para passar muitas e muitas noites. De serviço eficiente e amigável (procure o Pedrosa), ambiente lindo projetado pelo meu vizinho Carlos Motta, bebida e comida bacanérrimas.  E olha que eu não provei nem a metade do que eu queria.

Vá lá

(inaugura amanhã, 12/01)

Rua Jesuíno Arruda, 520, Itaim Bibi, São Paulo, SP

tel. 11 3078-2858

 

Por Roberta Malta às 19h27

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Sobre o autor

Roberta Malta é jornalista de gastronomia e blogueira por vocação. Escreve nas revistas Prazeres da Mesa, Casa & Comida e algumas outras sempre sobre ingredientes, bebidas, restaurantes. Formou-se em gastronomia, estudou vinhos na ABS- SP, mas está em constante aprendizado e pretende dividir suas descobertas e dúvidas com todos que acessarem seu link.

Sobre o blog

O "Sopa de Letrinhas" é um observador bem humorado da gastronomia, com pitadas do dia-a-dia da autora. Serve também como agregador e mixer de pessoas. Tem um olhar empolgado, emocionado, frio, crítico, curioso sobre comidas, bebidas, novidades, livros, restaurantes ou um pouco de tudo. Divirta-se!

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